Ans(e;i)dade

Por Vinícius Ferreira

Arte por José Eduardo de Oliveira

A maioria dos atributos que se dá a outra pessoa vem da imagem, e assim, surge o preconceito sobre aquilo que se imagina sobre alguém.

Basta olhar para o espelho para concluir que a minha imagem fictícia é de um ser tranquilo, desconfiado e sagaz. Talvez, seria pouco discutível o preconceito que cada um de nós tem por discutir os preconceitos dos outros, mas acreditar no que se pensa é no fundo, seguir a razão. (Para alguns acreditar em si próprio pode ser muito doloroso).

Em diversos momentos da vida estive rodeado por dúvidas, mas nunca me opus. (Ainda não sabia que doía tanto).

Dúvida é o substantivo feminino que indica a hesitação entre duas coisas, e nesse caso bastante íntimo, resumo entre eu e ela.

Ter o conhecimento verdadeiro *pedância extrema* de afirmar algo sempre me abalou, mas agora, a dor que as dúvidas acumuladas tem me gerado, causam muita ânsia(idade).

A ansiedade, num contexto geral, está cada vez mais comum; fato benéfico para se tornar mais banal o modo de enfrentá-la com menos dificuldades, dar a devida atenção para a saúde mental, etc.

Reconheço que todo o afã presente em minha vida é mínimo perante ao esmero (sempre que puder, a ironia será destacada por aqui), e então por condições quase hereditárias, o cuidado foi instaurado dentro de mim.

Tamanha peripécia seria, se o cuidado não estivesse me deixando ansioso.

A diferença agora, é que não dói mais.


Vinícius Ferreira tem 25 anos e é professor de música em Patos de Minas. Faz parte dos projetos musicais LINGVINA e Banda Livre.

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