Por Thiago Arantes
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| Parque Maksimir em Zagreb, Croácia - Wirestock |
No caminho para o pecado
Que deixei marcado
Com migalhas de pão pelo chão
(porque o chão é o destino de todos nós)
Meus erros fizeram estrada
Tortuosas curvas, bem sinalizadas
E quando o Diabo
Chegou por um desvio
Com mandato para minha alma
Eis que do alto
A pomba branca
(ou o que quer que ela represente)
Desceu clemente
(porque a clemência é nossa única esperança)
E em banquete de redenção
Comeu migalha a migalha desse mapa de falhas
Deixando a rosnar o Cão
E eu que sempre tentei ser justo ao menos
caminhei pelo mundo
nem sempre belo, mas nunca ímpio,
nem sempre limpo, mas nunca imundo,
nem sempre reto, mas nunca obsceno,
E o que a misericórdia aqui ensina
É que ao filho pródigo não se incrimina
porque é homem
(e Deus é Deus desde que se sabe)
E não me cabe ser da balança o fiel
(e como descem pombas do céu!)
Porque não me deixa o Pai em bonança
Comer o pão
Que o Diabo amassou...
Thiago Arantes é um poeta fajutinho, contista e compositor de rocks rurais.
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