Por Caio Machado
As amigas Marcella Melgaço e Thaís Olivieri decidiram transformar anos de experiências compartilhadas em um projeto que une duas áreas que sempre fizeram parte de suas trajetórias: o teatro e o ensino de inglês. Assim nasceu a Quack School, escola que propõe uma metodologia baseada na comunicação e na vivência do idioma por meio de técnicas teatrais.
O nome escolhido para a escola também faz referência à identidade patense. "Quack" remete ao som do pato, animal que dá nome à cidade em que elas residem: Patos de Minas, e faz uma brincadeira com a expressão "inglês patodavida", reforçando a ideia de que é possível aprender uma língua estrangeira sem abrir mão das raízes locais.
As fundadoras se conheceram ainda na infância, com cerca de quatro anos de idade, e além de estudarem inglês juntas, também compartilharam experiências no teatro. A afinidade pelas duas áreas fez com que a ideia de desenvolver um projeto conjunto amadurecesse ao longo dos anos, até se transformar em uma escola com uma proposta diferente da encontrada nos métodos tradicionais.
Enquanto Marcella consolidava sua trajetória nas artes cênicas, Thaís aprofundava a carreira no ensino da língua inglesa. Professora há mais de sete anos com experiência em cursos de idiomas e nos segmentos Ensino Fundamental, Ensino Médio e Faculdade, ao longo da carreira, participou da elaboração de materiais didáticos para editoras como National Geographic, Bernoulli e Nova Escola, além de atuar como examinadora de exames internacionais de proficiência em inglês, avaliando candidatos dos níveis A2 ao C2.
Já Marcella é graduada em Comunicação Social e possui mais de duas décadas de atuação no teatro. Ao longo da carreira, trabalhou como atriz, diretora, gestora cultural, contadora de histórias, pernalta e coordenadora da Trupe da Ladeira. Também integrou o Grupo TUPAM do Centro Universitário de Patos de Minas e participou de diversas montagens premiadas em festivais nacionais, entre eles o Festival Nacional de Teatro de Passos. Sua formação inclui cursos e oficinas de artes cênicas, além da experiência como professora de teatro em projetos sociais, oficinas culturais e cursos de extensão universitária.
Segundo as idealizadoras, a proposta da Quack School nasceu da percepção de que o aprendizado de um idioma acontece de forma mais natural quando o estudante participa ativamente da comunicação. Em vez de priorizar a memorização de regras gramaticais, a metodologia utiliza jogos teatrais, improvisação, expressão corporal, leitura, escrita e atividades colaborativas para incentivar o uso do inglês em situações reais.
Apesar da forte presença do teatro, a escola não pretende formar atores nem produzir espetáculos como objetivo final. As técnicas teatrais são utilizadas como ferramenta pedagógica para desenvolver comunicação, criatividade, interpretação, concentração e confiança dos alunos durante o aprendizado.
A metodologia foi construída a partir de estudos sobre abordagens contemporâneas do ensino de línguas que valorizam a interação, os projetos e a experiência prática do estudante. As fundadoras explicam que os conteúdos poderão ser adaptados aos interesses de cada turma, aproximando o idioma da realidade dos alunos e tornando as aulas mais dinâmicas.
O conceito também abre espaço para outras manifestações artísticas. Embora o teatro seja o ponto de partida, a proposta é incorporar futuramente música, desenho, culinária e outras formas de expressão, mantendo o lema da escola: English through the Arts (Inglês através da arte, em tradução livre).
Inicialmente, a Quack School oferecerá turmas para crianças de 7 a 11 anos, adolescentes de 11 a 16 anos e jovens e adultos. As aulas serão realizadas no espaço do Primeiro Ato, na Rua São Geraldo, número 49, no Bairro Guanabara, próximo à Escola Municipal Prefeito Jacques Correa da Costa. Para mais informações, acesse o perfil no Instagram @quack.school. Interessados em participar de uma aula experimental gratuita devem preencher o formulário a seguir: forms.gle/MCi1NGohNCuXoPmF8.
Caio Machado é bacharel em Jornalismo pela Universidade do Estado de Minas Gerais. Pós-graduado em Jornalismo Digital, além de editor-chefe do Jornal de Patos é produtor musical e artista independente.
🦆
Apoie o jornalismo independente colaborando com doações mensais de a partir de R$5 no nosso financiamento coletivo do Catarse: http://catarse.me/jornaldepatos. Considere também doar qualquer quantia pelo PIX com a chave jornaldepatoscontato@gmail.com.

0 Comentários
Obrigado por comentar!